quinta-feira, 16 de abril de 2009

VOCÊ É ILUMINADO!


NAMASTÊ!
Quais são suas crenças que te impede de SER?


Nos resta Respirarmos para sustentarmos a Alma!
ALEGRIAS!



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Há alguns anos escutei uma fita cassete de um amigo, Rumi, na qual o Mestre Osho explicava o que era Iluminação. Nela um discipulo de nome Veet Vigyanam perguntava ao Mestre:


"Amado Osho, eu ouvi você dizer que nós somos todos Budas; iluminados, já realizados. Se isso é verdade, por que estou esperando que algo aconteça? Trata-se de um velho hábito ou de um truque da mente?"

"Veet Vigyanam, uma coisa é ouvir, a outra coisa é entender . Você me ouviu dizer que nós somos todos iluminados, mas você não confiou nisso - pelo menos você excluiu a si próprio.

' Talvez todos sejam, mas eu sou um iluminado?'

Isto era demais para você aceitar, consequentemente, fez a pergunta.

Sua questão mostra a sua mais profunda agitação. Você está dizendo: 'Se é assim...' eu não disse que sua iluminação é alguma probabilidade que talvez você seja iluminado, talvez você não seja. Não há nenhum 'se' e nenhum 'mas' ... é uma simples declaração:
'você é iluminado e não pode ser qualquer outra coisa que não seja um iluminado'.
Eu entendo a sua dificuldade. Disseram que você é ignorante e você aceitou, que não é bonito e você aceitou. Apenas observe quantas coisas você tem aceitado. Desde a sua infância, não lhe deram a observação correta. Você tem sempre sido puxado e empurrado de uma forma ou de outra: 'Torne-se isso, torne-se aquilo'.

Ninguem sequer pensou que, se a existência quisesse apenas 'Gautamas Budas', ela teria manufaturado 'Gautamas Budas', exatamente da mesma forma como uma fábrica Ford produz carros Ford, numa linha de montagem; todos exatamente iguais, com tremenda eficiência. A cada minuto um carro novo sai da linha de montagem, vinte e quatro horas por dia, mas a existência não acredita numa situação na qual todos são iguais.

A iluminação de Gautama Buda está fadada a ser a iluminação de Gautama Buda.
A sua iluminação está fadada a ser a sua iluminação.

Seu problema tambem surge da comparação. Você começou a pensar:
'Se eu sou iluminado, então por que eu não sou um Gautama Buda, ou um Jesus Cristo, ou Bodhidharma? Eu sou apenas Veet Vigyanam. Ninguem venera-me. Eu saio por aí e ninguem sequer me nota. Que tipo de iluminação é esta? Certamente eu ainda não a atingi. Certamente ela não ocorreu ainda, ela terá de acontecer'

A idéia de que a iluminação é algo a atingir tem sido propagada com enorme consistência, por milhares de anos. Eu digo a você que iluminação não é algo a obter, é a sua própria natureza.
Se você a está perdendo, a razão não é que você ainda não a atingiu. A razão é que você está procurando por ela a sua volta, em todos os lugares, excluindo você mesmo. Indo a todos os templos, lendo cada escritura sagrada, visitando todos os tipos de pessoas estúpidas que pretendem ser mestres.
Eu quero que declare, neste mesmo instante, que você é iluminado.
Não importa!
Não é necessário que todos devam adorar você.
Por que alguém deveria adorá-lo?
Você está criando condições desnecessárias para a iluminação.
Deixe-me dizer de um modo diferente.

No momento em que você respeita a si próprio como iluminado não pode fazer outra coisa a não ser respeitar a todos como iluminados da forma que eles são. Não existe a necessidade de que todos se enquadrem em certa categoria. Iluminação não é só uma categoria tal onde você tem de comer certo tipo de comida. Se tivesse certa regra como esta - como a de comer espaguete - eu teria renunciado à iluminação. É bom que nenhuma escritura sagrada diga que espaguete é a característica de um homem iluminado.
Se você me entende, que na sua própria ordinariedade, você é perfeitamente bom.
Nada precisa ser acrescido à você.
E se pode relaxar nessa ordinariedade, esta própria ordinariedade, devido ao seu relaxamento, tornar-se-á radiante, começará a desabrochar. A sua aceitação, o respeito com você mesmo, será uma nutrição, trará a primavera para seu ser e as flores começarão a abrir suas pétalas.
Mas você nunca está em casa.
Você está procurando na casa dos outros.
Alguns estão na casa de Gautama Buda, outros estão na casa de Lao Tsé, uns na casa de Jesus Cristo, outros na casa de Moisés...
É uma situação muito estranha que você tenha se desviado de tal forma a ponto de todos estarem em um outro lugar, onde não se espera que ele esteja.
Ele não está onde a existência quer que ele esteja.
Eu ensino a imediata e definitiva ordinariedade.
É a mais bonita experiência, porque agora não existe nenhum desejo, nenhuma tensão, nenhuma busca, nenhuma inquirição, nenhum lugar para onde você ir.
Você já está onde você gostaria de estar.
E você está perguntando: 'Se é assim, por que eu ainda estou esperando que algo aconteça?'
Agora eu tenho que responder isto?
Talvez esta seja a sua única iluminação, onde, apesar de ser iluminado, você, ainda assim, procura por algo que ainda vai acontecer. Um pouco maluco - mas isso não destrói a sua iluminação. E um pouco de pessoas malucas também são necessárias. Elas trazem sal para a existência. A existência sem pessoas malucas perderá algo bastante interessante.
Mas você não pode aceitar isso.
Você continua perguntando: 'Trata-se de um velho hábito?'
Apenas tentando consolar à si próprio que, apesar de ser iluminado, devido a um velho hábito, continua procurando aqui e ali. Mas, por mais que você procure aqui e ali, sempre será nutrido pelo velho hábito. Estará praticando o velho hábito.
É difícil comer sua comida silenciosa e graciosamente, dormir com o máximo de bem aventurança, tendo uma vida ordinária de ser um carpinteiro ou um sapateiro, ou ser um pintor, um poeta, um dançarino e relaxando no que quer que você seja, sem ter ideais...
Minha própria abordagem é tomar de você os ideais e jogar fora a própria idéia de que a iluminação é algo que acontecerá no futuro. O futuro não existe!
De fato, a idéia de que ela irá acontecer no futuro é simplesmente para evitar o respeito a si mesmo que você pode ter apenas no presente.
Há professores e eles não foram mestres, eles foram tão inconscientes quanto você é.
Eles não estavam conscientes da própria iluminação. Ensinaram moralidade, disciplina, métodos, como se tornar iluminado.
Trata-se de uma coisa muito simples.
Se você pode se tornar doente, pode se tornar saudável e pode se tornar doente novamente.
Iluminação não é algo que você tenha que alcançar, porque o que pode ser alcançado pode ser roubado.
Eu digo isso: 'Você é a própria Iluminação'.
Eu não quero que você atinja a iluminação.
Eu quero que você a vivencie.
A partir desse momento, o que quer que você faça, faça-o do jeito que a iluminação o faria.
A iluminação deve ser uma experiência individual, a mais individual das experiências, incomparável e única para todos.
Uma vez que isso é entendido, todas as nuvens escuras começam a se dissipar.
Veet Vigyanam, eu continuarei repetindo de novo e de novo,
até que isso fique bem claro, que voce é um iluminado.
E você não tem de fazer nada de especial por isso;
tem apenas que ser o que você é, totalmente relaxado, em paz com a existência.
Não indo a lugar algum, não tendo de atingir meta alguma.
Toda a orientação para as metas é que está tornando as pessoas miseráveis.
Disperse todos os objetivos e você começará a dançar neste momento, você tem muita energia envolvida nesse processo de adquirir. Movendo-se distante em sua imaginação; não tem tempo, não tem espaço, não tem energia para estar aqui. (no agora)
Se você puder juntar toda a sua energia neste momento, apenas a acumulação daquela energia se tornará uma dança em seu coração.
E a dança transforma tudo, não os seus esforços.
Apenas aproveite a vida.
Ela é perfeita do jeito que é.
Toda idéia de perfeccionismo cria apenas neurose, patologia e desarranjo da mente"

OSHO

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'É provável que a maioria que ler essas palavras não concorde com o que elas apontam. É colocado na mente das pessoas, desde muito cedo, e em repetidas lições, que algo deve ser atingido, que você não é o que tem de ser, que algo precisa ser feito. Isso faz com que você nunca se aceite: seu corpo, mente, emoções e sentimentos. A vida é apenas um confronto com o que acontece sem nunca relaxar-se no que se é, sem nunca ter Paz. A idéia de uma suposta "evolução" sem limites, crescimento espiritual, perfeição da alma, enfim, uma série de idéias que só o afastam do que você é.
O convite dos iluminados é claro: VOCÊ JÁ É O QUE BUSCA.
Um de meus mestres e amigos, o iluminado Satyaprem, ensina:

"por todos os tempos pessoas tem 'buscado' incessantemente por algo. Aquilo que os fará 'felizes para sempre'. E essa busca inclue todos os campos da vida, todos os desejos: paz, tranquilidade, dinheiro, poder, glória, status, amor, sexo, drogas, busca espiritual. Todos colocados na mesma dimensão, de algo que está além. Algo pelo qual, ou contra o qual, você tem de lutar. E mil técnicas são ensinadas para que você atinja um estado de paz e êxtase constantes. Mil técnicas que incluem mantras, luzes, meditações, catarses, terapias e outras tantas. A busca. E essa mesma palavra define uma caminhada para algum lugar distante. E se de repente você descobrir que não há esse lugar, que o desejo está destinado a sempre ser frustrado?
Então só há um caminho: parar a caminhada e descobrir.
Você já chegou lá, basta abrir os olhos".

quinta-feira, 9 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

C O R P O



Um Corpo no Frenesi da Dança......
Vibra seu microcosmos e
Em ondas ascendentes doutas ...
Xãma o Macrocosmos para o convite
Aceitar:
-A Dança.
Para nessa união compartilhar
... o êxtase da união com o Divino

O Corpo livre não dança a música ...ele é a música.....
-Êxtase místico-
O Prazer do movimento em Adoração ao Deus....
Meus poros arregaçam suas bocas frementes
Borbulhando seus suores
tal qual
a espuma do mar dançarina na areia ... se compraz

...SÓ ACREDITO NUM DEUS QUE DANÇA!!!

Goza de Prazer

...Na delícia do Tmolo... que escorre ouro...... ...Cantar Dioniso, ...Dançar Dioniso, Bumbando o surdo Saudando....Brôomiiiiooooos...... Tocando a flauta sagrada! Todos pro Moooorroo! Todos pro Moooorroo.... Vai Bacante...Galopa! GO-ZA DE PRA-ZER!!! Como a potra atrás da égua.... Salta... Canta... Dança... Lá lá lá lá lá... (música de Bacantes do Oficina)




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"Sob a Magia do Dionisíaco torna a selar-se não apenas o laço de pessoa a pessoa ,mas também a natureza alheada, inamistosa e subjugada volta a celebrar a festa de reconciliação com seu filho perdido, o homem.Espontaneamente oferece a terra as suas dádivas e p a c i f i c a mente se achegam as feras da montanha e do deserto( talento de Pashupati).O carro de Dionísio está coberto de flores e grinaldas:sob o seu jugo avançam o tigre(animal cuja pele Shiva senta para meditar) e a pantera.Se se transmuta em pintura o jubiloso hino beethoviano à "Alegria" e se não se refreia a força da imaginação, quando milhões de seres frementes se espojam no pó, então é possível acercar-se do dionisíaco.Agora o escravo é homem livre,agora se rompem todas as rígidas e hostis delimitações que a necessidade, a arbitrariedade ou a "moda impudente" estabeleceram entre os homens.Agora, graças ao evangelho da harmonia universal, cada qual se sente não só Unificado,Conciliado,Fundido com seu próximo, mas um só, como se o véu de Maia tivesse sido rasgado e, reduzido a tiras, esvoaçasse diante do misterioso Uno-primordial. Cantando e dançando, MANIFESTA-SE o homem como membro de uma comunidade superior:ele desaprendeu a andar e a falar, e está a ponto de, Dançando, sair voando pelos ares. De seus gestos fala o encantamento.Assim como agora os animais falam e a terra dá Leite e Mel, do Interior do Homem também soa algo de sobrenatural:ELE SE SENTE COMO UM DEUS ,ELE PRÓPRIO CAMINHA AGORA TÃO EXTASIADO E ENLEVADO, COMO VIRA EM SONHO OS DEUSES CAMINHAREM.O homem não é mais artísta , tornou-se obra de arte:a Força artística de toda natureza, para a deliciosa satisfação do Uno-Primordial, revela-se aqui sob o Frêmito da Embriaguez." (trecho de "O nascimento da tragédia ou Helenismo e Pessimismo" de Friedrich Nietzsche) Lá lá lá lá lá... Hã, hã, hã ,hã, hã, hã, hãaaaa.....

domingo, 22 de março de 2009

O ioga e a consciência testemunha em Bacantes


NAMASTÊ!
Segue a matéria que saiu no blog do Teatro Oficina sobre nossas práticas de yoga no teatro , minhas aulas e algumas impressões....

20 de março de 2009
por Bruno Castro -

Anna Guilherma, que viverá Semelle em Bacantes, chega ao Teat(r)o pontualmente às 17h para o início dos ensaios. “Agora não dá pra fotografar, não. Preciso fazer um pouco de ioga pra dar uma relaxada”, responde docemente após o convite para uma foto de divulgação da peça. E no Oficina é assim mesmo, o ioga é quase que sagrado.

“A prática melhora nossas atividades teatrais, integra as pessoas e nos dá maior poder de concentração”, diz a atriz Patrícia Winceski, professora de ioga desde 2003. E continua: “Ele faz com que a gente jogue fora tudo que atrapalhe nossa potencialidade”.
Para Lucas Weglinski, Ampellos em Bacantes, os exercícios antes dos ensaios permitem que os atores atinjam “um grau de concentração criativa que conecta todos para iniciar o rito, seja ele qual for”. Já Cassandra Melo, que faz câmera e coro na peça, é mais enfática. “O ioga é uma maneira de exercício para o corpo e nos ajuda a desenvolver os movimentos”.
Em “Os Sertões”, a prática já era comum no Oficina. “Lembro que a Luciana Brites começou, depois a Juliane Elting deu continuidade e hoje é a Patrícia que leva”, conta Naomi Sholling, atriz e cantora lírica do grupo. Ela, que dará vida a Hino em Bacantes, diz que atualmente o ioga é feito de forma pessoal. “Mas eu prefiro quando nós fazemos juntos, pois acho que melhora no entrosamento da equipe, nós ficamos mais conectados”.
<“Realmente ficam”, garante a professora Winceski. “Com a prática, nós unimos nosso Deus interior, nossa essência individual, o Atman, com o Deus universal, o Paramatman”, explica. “A consciência testemunha é o ator e o espectador ao mesmo tempo que contemplam o personagem e o espetáculo . Assim, o yoga nos ensina a nos desprendermos de nossos papéis, dando-nos a liberdade de brincar com eles, usando qualquer máscara, sem nos identificarmos com elas. O teatro então como a vida, torna-se uma gostosa brincadeira divina.

E a brincadeira divina, ou Leela para iniciados, encontra em Bacantes um lugar seguro. “O próprio Dionysios faz o jogo, traz a concepção do ioga dentro de si, porém, ele busca que todos aceitem a sua divindade interior”, afirma Winceski. “Bacantes é a celebração do Leela, do Deus da alegria, do entusiasmo. E a alegria nada mais é que a prova da existência divina em nós”, empolga-se a professora.
O auxílio para a percepção e fluência dos personagens é uma das benfeitorias que outros atores destacam. Além disso, ressaltam também a maior facilidade para uma troca da consciência, de acordo com Weglinski, “mecânica e mental, por uma espécie de inconsciência ativa e transformadora”.
Variando de acordo com a disposição dos atores, a duração diária vai de trinta minutos a uma hora. “Em Bacantes, que trabalha o transe, o ioga é essencial pra despir armaduras e máscaras e chegar ao corpo mágico com toda a sua potência”, finaliza Lucas Wenglinski.

Ensaio Aberto Bacantes 2009

E

V

O

È!

Quem

DANÇA DANÇA DANÇA DANÇA DANÇA.......

VIRA BACO............................................REI DA FESTA!!!!



Ensaio Aberto Bacantes 2009 no terçeiro dia de outono:
Dia 23 de março, segunda-feira.

Estou atuando novamente(pois participei da primeira montagem desta peça em 1996) em "BACANTES", no Teatro Oficina. Uma verdadeira festa de Adoração à VIDA, a NATUREZA, ao AMOR , a BRINCADEIRA, ao ÊXTASE , ao Deus do Teatro...
e a ALEGRIA!!!

IÓ!!!! Estão todos convidados a Participar.
Dia 23, segunda feira, dia de São Jorge e de nascimento e morte de Shakespeare, o Teat(r)o Oficina, às 20hs, realiza um ensaio aberto de “BACANTES 2009”, de Eurípedes, recriado na lyrica brazyleira, a moda de Ópera de Carnaval da TragyComédiOrgya. Um dos maiores sucessos do OficinaUzynaUzona, estreado em 1996, gravado em 2001 em DVD recém lançado pela “TRAMA”, reestréia no SESC de ARARAQUARA dias 28 e 29 deste mês. “BACANTES” foi escolhida como peça puxadora da 1ª DIONIZÍACA : FESTIVAL VIAJANTE DO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA 50. O Rito de Origem do Teatro, “BACANTES” e as peças encendas em 2008, ano do cinquentenário do Oficina: “VENTO FORTE PARA UM PAPAGAIO SUBIR” de Zé Celso, “TANIKO”, nô japonês de Zen Shiko recriado na forma de NôBossaNova TransZênico, “CYPRYANO Y CHANTALAN” de Luís Antônio Martinez Corrêa, “OS BANDIDOS” de Schiller e “ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR” ou “CACILDA !!” a ser montada neste ano, 40 anos da morte de Cacilda Becker, constituirão o repertório programado para esta DIONIZÍACA VIAJANTE. Assim como Dionísios retorna com seu Tyazo a Tebas, sua cidade natal, José Celso Martinez Corrêa, fazendo Tirésias, escolheu sua Araraquara (“Aracoara” em Tupy, “Morada do Sol”) para com o Dionisios Marcelo Drummond, à frente da Cia. TeatroOficinaUzynaUzona, receber o impulso inicial para que este desejo de viajar o Brasil e o Mundo, neste tempo de Crise, se realize. A cultura dionisíaca veio com Shiva da Índia e estabeleceu-se na Grécia criando a Era da Civilização Minóica, do Minotauro, o Touro Garanhão: o deus Dionísios. Ariadne deu o fio do Labyrinto para Teseu, por quem estava apaixonada, e este matou o Minotauro, pondo fim à esta Era, inaugurando a Civilização Prometeica, origem da Ocidental. O Touro petrificou-se em Wall Street, mas neste tempo de queda deste muro, Perestroika do Capitalismo, o Touro despetrifica-se, escapa, não se deixa capturar mais. “BACANTES 2009” traz o Eterno Retorno das Civilizções recalcadas bárbaras, agora tecnizadas, emergindo nos escombros das ideologias, religiões, utopias e fundamentalismos. O Globo em Crise pode estar próximo à uma 3ª Guerra Mundial se houver a repetição do Ciclo da Especulação Financeira e a manutenção das máscaras caquéticas atuais da representação da Sociedade de Espetáculos. Mas a própria Crise parece ter trazido uma nova coragem de ser, um agir produtivo, pragmático, sem máscaras, trazendo à tona um grande amor pela ecologia, pelas espécies em extinção, como a humana, manifestando-se no amor popular hoje, à Arte e à Cultura. Sente-se um novo comportamento humano. O Grito de Carnaval do Rio do início do Século XX era o de Dionisios: EVOÉ! Este ano 09, do século XXI, ressucitou nas ruas o Carnaval carioca como um dos muitos sintomas da irrupção de forças de paz e de transformação. Nas “BACANTES 2009” estamos reencontrando antigas forças civilizatórias renovando-se no Teat{r}o no cultivo deste Orixá: Dionísios, de suas Bacantes e seus Satyros, entidades biodiversas dos povos que amam a mistura, a miscigenação, a antropofagia, a dança, o canto, o transe, a arte de viver no escândalo do estar, ser, aqui agora. O prazer deste Rito nos contamina, nos encoraja a festejar estes tempos tão difíceis mas tão plenos de oportunidades de mudança. BACANTES em grego quer dizer PARTICIPANTES. Queremos partilhar essa nossa Alegria Prova dos 9 com o público. Ensaio Aberto ao público Bacantes 2009. Segunda-feira, 23 de Março, 20:00hs Preços: 30R$ / 15R$(meia-entrada) Tags: civilização mnóica, dia de são jorge, ensaio, público, shakespeare Publicado em Bacantes 2009 Nenhum comentário » http://www.teatroficina/

segunda-feira, 16 de março de 2009

C O R A Ç Ã O


"Em cada coração há uma janela para outros corações.Eles não estão separados, como dois corpos.Mas, assim como duas lâmpadas que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe."
(Jalaluddin Rumi)